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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

DEVO, NÃO NEGO. PAGO SE PUDER.



Levantamento aponta que quase 37% das famílias endividadas não têm condições dequitar os débitos
Recife e São Paulo – O Índice de Expectativa das Famílias (IEF), divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que quase 37% da população brasileira com dívidas está em apuros. Hoje, estes endividados não teriam condições de pagar os débitos. Outros 47,8% responderam que só conseguiriam quitar parcialmente as dívidas. Apenas 13,2% disseram que conseguiriam honrar totalmente os compromissos. O valor médio da dívida das famílias fechou o ano em R$ 4.679,13.
Felizmente, 56,1% das famílias entrevistadas disseram não ter dívidas em relação à renda mensal. Um resultado um pouco melhor que o registrado em novembro (55,6%). “A elevação da taxa de juros no ano passado, de certa maneira, serviu como processo educativo para as famílias não tomarem tanto crédito quanto vinham tomando”, observou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Mas o Nordeste apresentou queda no número de famílias sem nenhuma dívida. Eram 42,1% em novembro. Passaram para 37,2% em dezembro.
Segundo o Ipea, esta diferença é vista na elevação do número de famílias que se declararam muito endividadas. O resultado passou de 10,8% em novembro para 14,6% em dezembro. Ainda segundo a pesquisa, 92,3% das famílias de todo o país não planejam tomar empréstimo ou financiamento para adquirir algum bem nos próximos três meses. Em novembro, esse índice era de 89,8%. As equipes do Ipea entrevistaram moradores de 3.810 domicílios distribuídos por mais de 200 municípios de todos os estados e do Distrito Federal.
Também foi perguntado sobre a situação econômica do país para os próximos 12 meses. E 64,4% das famílias disseram que acreditam que o Brasil passará por melhores momentos em 2012. O maior número de otimistas está no Centro-Oeste (82,2%). Depois aparece a Região Norte, com 67%, seguida pelo Sudeste (63,7%). Só depois é que vem o Nordeste (62,3%). A Região Sul é a menos otimista, com 59,6%. Para Marcio Pochmann, o otimismo das famílias brasileiras tem relação com a confiança de que o país continua crescendo, mesmo que em um ritmo menor.

Diario de Pernambuco – 06.01.2012
Editoria: Economia – B1

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